Dinheiro
Como precificar o ingresso do seu evento
Preço de ingresso não é chute e nem cópia do vizinho. Ele nasce da conta do que o evento custa e de quantas pessoas você espera receber.
Bônus gratuito: monte o plano do seu primeiro evento em 6 perguntas e veja o que resolver primeiro no seu caso.
1. Separe custos fixos e variáveis
Antes de falar em preço, liste tudo o que o evento custa. Divida em dois grupos.
Custos fixos não mudam com o número de pessoas. Você paga mesmo que venha pouca gente.
- Aluguel do local
- Som, luz e palco
- Cachê de atrações
- Equipe e segurança
- Divulgação
Custos variáveis crescem a cada pessoa a mais.
- Pulseiras ou materiais por participante
- Alimentação e bebida incluídas no ingresso
- Taxa cobrada sobre cada venda
2. Entenda o ponto de equilíbrio
Ponto de equilíbrio é o número de ingressos que cobre todos os custos. Abaixo dele, o evento fica no prejuízo. Acima, passa a sobrar dinheiro.
A conta básica é: custos fixos divididos pelo que cada ingresso deixa livre, depois de tirar o custo variável dele.
Exemplo fictício, só para entender a lógica: imagine custos fixos de 10.000 e um ingresso de 100, com custo variável de 20 por pessoa. Cada ingresso deixa 80 livres. Então 10.000 dividido por 80 dá 125 ingressos. Esses números são inventados. Use os do seu evento.
3. Pense em lotes
Lote é uma faixa de ingressos com um preço. Quando a quantidade acaba ou a data chega, o preço muda.
- O primeiro lote ajuda a testar o interesse das pessoas.
- Os lotes seguintes ficam para quem compra mais perto do evento.
Defina quantos ingressos e quais preços fazem sentido com base na sua conta, não só na intuição. Confira se a média dos lotes ainda cobre o ponto de equilíbrio.
4. Confira a taxa da plataforma de venda
Plataformas de venda de ingressos costumam cobrar pelo serviço. O modelo de cobrança muda de uma plataforma para outra. Também varia quem paga: o organizador, o comprador ou os dois.
Leia as condições na própria plataforma antes de fechar o preço. Trate a taxa como um custo variável a confirmar, não como detalhe.
5. Erros comuns de quem começa
- Esquecer custos pequenos que somam muito, como transporte e imprevistos.
- Copiar o preço de outro evento sem comparar estrutura e público.
- Fechar a conta contando com lotação máxima.
- Ignorar a taxa da plataforma na hora de definir o valor.
- Não deixar uma margem de segurança.
6. Obrigações fiscais e de documentação
Cobrar ingresso pode trazer obrigações fiscais e de documentação. Isso varia conforme cidade, estado e formato do negócio. Este texto não substitui orientação profissional. Antes de vender, confirme com um contador e com os órgãos da sua cidade.
Monte o plano do seu primeiro evento
Responda 6 perguntas e veja o que resolver primeiro no seu caso, com o checklist na ordem certa.
